O Reencontro

Amigos de Infância Se Encontram em Barzinho de Moscóvia e Noite Termina em Quarto de Hotel
Por: Sra. Mosca

Camila, 30 anos, tinha voltado a Moscóvia só para visitar os pais: almoço de família, sofá antigo, cheiro de casa que não muda. No meio dessa volta ao lar, uma mensagem apareceu no celular:
“Vi que você tá na cidade. Quer passar no bar da esquina hoje? Saudades da vizinha.”
Era Lucas, 31, o menino da casa ao lado, parceiro de bicicleta, videogame e segredos de adolescência — que o tempo tinha transformado em memória de rua.
“Não era um evento. Era só alguém do meu passado dizendo: ‘Oi, ainda existo’”, conta Camila.
Eles se encontraram num bar de esquina típico de Moscóvia: mesas na calçada, música baixa, garçom que parece estar lá desde sempre. Camila chegou primeiro; quando Lucas apareceu, ela viu, ao mesmo tempo, o garoto desengonçado e o homem de barba feita.
O abraço foi natural, sem esforço. Sentaram lado a lado e começaram pelo roteiro básico: tombos de bicicleta, broncas de pais, tardes jogando videogame na sala. A conversa logo deslizou para o presente: trabalhos, relacionamentos, mudanças de cidade. Em algum momento, o tom mudou de leve.
— Naquela época, eu vivia inventando desculpa pra bater no seu portão — Lucas admitiu.— Eu fingia que não percebia. Se percebesse, ia ter que admitir que também gostava demais disso — respondeu Camila.
Não era mais nostalgia inocente. Era a constatação de que, desde sempre, havia uma tensão discreta ali.
O bar foi esvaziando; o jogo na TV terminou, algumas mesas já estavam empilhadas. A garrafa de cerveja quase no fim quando Lucas arriscou:
— Eu aluguei um quarto num hotel aqui perto, por causa de um compromisso cedo amanhã.Ele fez uma pausa.— Se você quiser continuar essa conversa num lugar mais tranquilo… a decisão é sua.
Não houve pressão, nem frase pronta. Só um convite sincero, colocado sobre a mesa.
Camila pensou nos pais esperando em casa, na desculpa fácil de “encontrei um amigo”, e nos anos em que evitou situações capazes de mudar histórias. “Eu não estava indo com um desconhecido”, diz. “Eu estava indo com alguém que sabia onde eu morava desde criança.”
O hotel era discreto: recepção silenciosa, quarto limpo, cama larga, janela com vista para as luzes de Moscóvia. Quando a porta se fechou, o bar ficou oficialmente para trás. Camila sentou-se na beira da cama, tirando os sapatos com um suspiro que misturava cansaço e expectativa. Lucas deixou carteira e celular sobre a mesa, tirou o casaco e sentou ao lado.
Ainda conversaram um pouco, em voz baixa. Mas as frases foram encurtando, e os silêncios dizendo mais que qualquer lembrança. Ele se aproximou devagar. Ela não recuou.
Sentados lado a lado na beira da cama, com Moscóvia lá fora e anos de história entre os dois, Lucas tocou de leve o rosto de Camila, como quem reconhece uma familiaridade antiga em um cenário novo. Não houve discurso; houve aproximação lenta.
O primeiro beijo veio como resposta a uma pergunta que nunca tinha sido feita, mas sempre esteve ali. Era macio, cuidadoso, carregado de amizade antiga, curiosidade guardada e o risco consciente de atravessar uma linha.
Só deixaram o desejo, a curiosidade e o tesão conduzirem o momento. Os dois estavam se comunicando através do olhar e do toque.
Quando se deram conta estavam os dois nus na cama, com as mãos do Lucas deslizando o corpo de Camila. Os beijos e os toques eram intensos até que Lucas parou e perguntou como que Camila gostaria de seguir, se tinha algum desejo ou restrição.
Camila por sua vez olhou bem profundamente nos olhas dele e disse – Eu adoro uma pegada forte, alguns tapas, pode me chamar do que você quiser.
Lucas ficou assustado, mas adorou saber que Camila gostava da mesma forma de sexo que ele.
A partir daí foi muita penetração, tapas no bumbum no rostos. O desejo só aumentava, Camila começou a chupar o corpo de Lucas e dar varias mordidinhas ele estava ficando louco com isso.
Ela sentou no rosto dele e ficou lá até gozar gostoso, Lucas se masturbava enquanto Camila gozava na boca dele. Os dois gozaram juntos, descansaram e começaram tudo novamente.
Mais tarde, quando o silêncio pós-noite se instalou, Camila percebeu que não se tratava de “perder um amigo”, e sim de descobrir uma camada dele que sempre esteve escondida. Na manhã seguinte, sem promessas dramáticas, houve apenas honestidade:
— A gente se fala antes de você ir embora — disse Lucas.— A gente se fala… sabendo o que aconteceu — respondeu Camila.
O resto pertence aos dois — e ao imaginário de quem lê o MoscaNews.Porque, no fim das contas, todo reencontro carrega a mesma pergunta, seja numa rua de infância ou num quarto de hotel:
“E se, desta vez, a gente não fingisse que é só amizade?”


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